Xin Xin, a panda gigante da América Latina, completa 36 anos nesta semana. Nascida em 1º de julho de 1990 no Centro de Conservação de Chapultepec, na Cidade do México, ela supera a expectativa de vida em cativeiro, que fica entre 25 e 30 anos.
Filha de Tohui, Xin Xin é considerada mexicana e seu nome significa “esperança”. Ela integra o grupo de pandas que não pertencem ao governo chinês, nascidos antes da mudança na política de conservação internacional.
A história de Xin Xin remonta a 1975, quando a China presenteou o México com Pe Pe e Ying Ying como símbolo de amizade. O programa de reprodução fez de Chapultepec uma referência mundial, com oito nascimentos e cinco adultos até hoje.
Xin Xin é a última representante dessa linhagem. Segundo o Centro de Conservação de Chapultepec, as tentativas de reprodução durante seu período fértil não deram certo, encerrando a linhagem mexicana da espécie.
A partir de 1984, a China deixou de doar pandas e passou a emprestá-los a zoológicos estrangeiros por períodos determinados. Por isso, filhotes nascidos no exterior passaram a ser considerados propriedade chinesa. Xin Xin, porém, herdou animais doados antes dessa mudança.
Celebração pelos 36 anos
Para marcar a data, o Centro de Conservação de Chapultepec organizou uma programação neste sábado, 4 de julho. O evento ocorre entre 11h e 14h, horário local, com atividades dedicadas à panda gigante.
A instituição convida o público a participar das atividades, que destacam o papel de Xin Xin como símbolo da conservação e da chamada diplomacia dos pandas. A celebração ressalta também a longevidade de espécies apoiadas por programas de preservação.
Além de ser um marco pessoal, Xin Xin é vista como parte central de um capítulo histórico da conservação global. Sua trajetória ilustra avanços na proteção das espécies e a complexa relação entre China e países anfitriões na gestão de exemplares.
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