A maioria dos acidentes de trânsito é causada por distrações, álcool e velocidade inadequada. Contudo, fatores emocionais podem contribuir. Um estudo da Universidade de Granada, encomendado pela DGT, aponta que transtornos de humor e ansiedade elevam o risco de sinistros. A pesquisa também registra efeitos de alguns antidepressivos sedativos na condução, semelhantes aos do álcool.
As psicólogas do CIMCYC, lideradas pela professora Cándida Castro Ramírez, desenvolveram o relatório Condições psicofísicas dos condutores com transtornos de humor e ansiedade. Foram analisados 288 estudos entre 2015 e 2025, com 31 incluídos após avaliação de qualidade.
O estudo aponta que condutores com transtornos de humor ou ansiedade têm risco relativo de acidentes 72% maior do que a média da população. O problema aparece nas estatísticas oficiais da DGT devido à subnotificação de condições de saúde mental entre renovadores de carteira.
Dados-chave e contexto
A pesquisa destaca ainda que transtornos mentais afetam cerca de 34% da população espanhola, mas apenas 0,63% dos esclarecimentos nos Centros de Registro de Condutores indicam sofrimento psicológico. Este descompasso ajuda a explicar a baixa visibilidade do tema.
A conclusão central ressalta que a saúde mental pode atuar como fator de risco na condução, mesmo sem sinais clássicos de distração. O relatório recomenda incorporá-la a políticas de avaliação e formação de motoristas.
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