Will Bordeaux enfrentar regras de irrigação? Lafleur ampliou o uso de água neste ano, após se retirar, no ano passado, das AOC Pomerol e da designação Bordeaux. A mudança ocorre em meio a altas temperaturas registradas na região recentemente.
A equipe de Lafleur iniciou a irrigação das parreiras no início de junho, com água captada de reservatório no Douro-Dorgogne. A prática envolve pequenas e medidas aplicações, feitas em três momentos distintos, a partir de água própria da propriedade.
A boa parte do debate gira em torno de flexibilizações permitidas pela AOC de Pomerol. Autoridades são questionadas sobre concessões que ainda não foram anunciadas, diante do calor extremo que aflige a região.
Segundo Miles Davis, representante da Lafleur por meio da Vinum Fine Wines, as irrigações visam prevenir o estresse hídrico e danos às folhas, mantendo a planta em condições de captação de água. O objetivo é evitar que a videira pare de crescer devido ao calor.
A abordagem atual inclui a aplicação de água longe das raízes, entre as linhas de condução, para evitar irrigação direta. Além disso, a equipe testa um sistema de névoa suave, semelhante ao manejo de hortaliças, com sensores que monitoram a umidade do solo e a saúde das plantas.
A Lafleur mantém contato com produtores de New World, como Adelaide, Napa e Swartland, para comparar práticas e avanços. A prática de irrigação ainda depende de pareceres regulatórios, mas emerge como resposta a condições climáticas cada vez mais desafiadoras.
A vinícola tem reforçado que as decisões são baseadas em viticultura, buscando equilíbrio entre manejo técnico e sustentabilidade, sem transformar o manejo do terroir em rotina excessiva. O objetivo é preservar o potencial das safras sem dependência permanente de intervenção externa.
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