Durante a Copa do Mundo de 2026, o rosto do goleiro Alisson Becker ficou visivelmente vermelho nos jogos pela seleção brasileira. A condição diagnosticada é rosácea, doença inflamatória crônica da pele que atinge principalmente o centro facial.
A rosácea não tem cura, mas pode ser gerenciada. Ela costuma afetar bochechas, nariz, testa e queixo, com episódios de vermelhidão intensificada por fatores externos e físicos.
Entre os principais gatilhos estão exposição solar, calor, frio, comidas apimentadas e estresse. Esses elementos costumam aparecer com frequência no dia a dia de um atleta em Copas do Mundo.
Para a dermatologista Camila Sampaio, o cenário de jogos ao ar livre é particularmente desafiador para quem tem a doença. O aumento da temperatura corporal favorece a dilatação dos vasos da pele, intensificando a vermelhidão e a sensação de calor.
Apesar dos desafios, a médica ressalta que a atividade física não precisa ser abandonada. É possível reduzir o impacto adotando horários mais frescos, boa hidratação, ambientes climatizados e resfriamento da pele após o treino.
A recomendação também envolve proteção diária: uso de protetor solar adequado para peles sensíveis, já que a radiação é um fator agravante. Em crises frequentes, o acompanhamento dermatológico ajuda a identificar gatilhos individuais e indicar o tratamento adequado.
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