O espaço é um ambiente biologicamente hostil, mesmo para pessoas treinadas. Um estudo recente analisa os principais perigos: ausência de ar, pressão zero, temperaturas extremas, radiação e microgravidade. A análise destaca que a ameaça vai muito além da falta de oxigênio.
O estudo, publicado em 30 de janeiro de 2026 na The European Physical Journal Plus, é liderado por Livio Narici. A pesquisa discute a radiação cósmica e partículas energéticas do Sol como fatores críticos para missões além da órbita baixa da Terra. Os impactos vão além de câncer, atingindo nervos, coração e outras funções.
A radiação espacial excede a proteção da atmosfera e do campo magnético terrestres. Em longas jornadas, a exposição acumula danos biológicos silenciosos. O texto aponta risco aumentado de alterações no DNA e efeitos sistêmicos que podem se manifestar apenas ao longo do tempo.
A descompressão quase instantânea, a queda na oxigenação e as temperaturas extremas complicam a situação. O estudo explica que a combinação de fatores pode provocar inchaço de tecidos, expansão de gases e desmaios sem proteção imediata.
A microgravidade também é citada como desafio progressivo. Sem gravidade constante, há descondicionamento muscular e ósseo, redistribuição de fluidos e alterações de equilíbrio e visão. Exercícios e monitoramento contínuo são vistos como essenciais.
Em conjunto, isolamento, estresse fisiológico, radiação e microgravidade criam um cenário de múltiplas frentes de risco. A pesquisa reforça a necessidade de estratégias integradas para manter a saúde de astronautas em missões de longa duração.
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