Médicos orientam sobre frear doenças inflamatórias intestinais, destacando que hábitos como estresse e dietas ultraprocessadas podem intensificar o quadro. No Distrito Federal, DIIs como Crohn e retocolite já superam 100 pacientes por 100 mil habitantes.
A Doença de Crohn representou 336 internações entre 2023 e abril deste ano no DF, enquanto a retocolite somou 295, segundo a SES-DF. A identificação envolve exames laboratoriais, endoscópicos e radiológicos.
Maiara Luize dos Santos, 34 anos, foi diagnosticada com Crohn em 2017. Ela descreve episódios de dor e má alimentação, que impactaram sua saúde e rotina. O caso dela exemplifica o atraso comum no diagnóstico de DIIs.
Durante o tratamento, iniciado no Hospital Universitário de Brasília em 2019, Maiara chegou a 33 kg. O impacto foi físico e emocional, com necessidade de ajuste de imagem e autoestima. A assistência no HUB integra gastroenterologia, coloproctologia, nutrição e infusão de imunobiológicos.
Fatores de risco e manejo
Gastroenterologista Renata Filardi S. Durante aponta industrialização, dieta ocidentalizada, poluição e uso indiscriminado de antibióticos como fatores ligados ao aumento de casos. A orientação é buscar diagnóstico precoce para evitar danos estruturais.
O HUB, referência no atendimento a DIIs, defende um cuidado integral pelo SUS. O tratamento envolve mudança de hábitos, com redução de ultraprocessados, carnes embutidas e melhoria na qualidade do sono, além de manejo do estresse.
Maiara relata que mudou a alimentação, retirando leite e reduzindo carne vermelha. Hoje mantém uma rotina ativa, participa de eventos e pratica atividades como corrida, mantendo a autonomia e a participação social.
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