O tema da ansiedade climática ganhou espaço no debate público ao ser discutido no programa CNN Sinais Vitais, com a participação de Dr. Roberto Kalil. Psiquiatras apresentaram como eventos climáticos, desastres e mudanças no clima geram incerteza e afetam a saúde mental, especialmente entre adolescentes brasileiros.
No programa, as especialistas destacaram que a ansiedade climática é um fenômeno recente impulsionado pela relevância global das mudanças climáticas. No Brasil, estima-se que 40 milhões de pessoas estejam expostas a situações climáticas extremas, o que amplia a percepção de risco. A manifestação ocorre de duas formas: de forma direta, por vivências de desastres, e de forma indireta, relacionada aos impactos sociais, como desemprego e perda de meios de subsistência.
Jovens sob maior pressão
Os psiquiatras apontam que adolescentes são o grupo mais impactado. A preocupação com o planeta e com o futuro faz com que pautas climáticas ganhem prioridade na visão deles, chegando a ofuscar outras questões. Um estudo nacional com mais de 120 mil estudantes mostrou que quase metade dos jovens se diz preocupado quase o tempo todo com o futuro, o mundo, o trabalho e os efeitos do clima.
Como as inquietações chegam ao consultório
A explicação clínica envolve principalmente a sensação de incerteza e de impotência diante de mudanças climáticas, que alimentam a ansiedade. Além disso, o quadro pode se apresentar como mudanças de humor, pessimismo e irritabilidade, com alterações comportamentais. Os médicos ressaltam que tais fenômenos atingem o cérebro de forma abrangente, mas a ansiedade é o aspecto mais comum.
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