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Zuckerberg crítica posicionamento dos EUA contra IAs chinesas

CEO da Meta também defendeu a descentralização das inteligências artificiais e modelos de código aberto

O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, anuncia o plano de tornar o Facebook mais privado na Conferência de Desenvolvedores do Facebook, em 30 de abril de 2019.
Em entrevista ao Financial Times, Mark Zuckerberg criticou decisões impostas pelo EUA para combater os avanços de IA chinesas (Créditos: Divulgação/Anthony Quintano)

Mark Zuckerberg criticou a concentração de poder da inteligência artificial entre poucas entidades: “A IA é para todos”, afirmou o CEO da Meta. A declaração veio através de um texto originalmente publicado no The Wall Street Journal nesta terça-feira (28) e republicado no site oficial da Meta. O principal argumento é a descentralização da IA, […]

Mark Zuckerberg criticou a concentração de poder da inteligência artificial entre poucas entidades: “A IA é para todos”, afirmou o CEO da Meta. A declaração veio através de um texto originalmente publicado no The Wall Street Journal nesta terça-feira (28) e republicado no site oficial da Meta.

O principal argumento é a descentralização da IA, defendendo que a tecnologia não deve ficar nas mãos de poucas empresas, governos ou especialistas. Em vez disso, a ferramenta deveria ser disponibilizada de forma geral e para todos.

“Colocar o poder nas mãos das pessoas para que busquem suas próprias aspirações é a forma como a humanidade fez mais progresso. Novas ideias e grandes avanços raramente se originam apenas de instituições estabelecidas.” argumentou o empresário.

No mesmo dia, uma entrevista com Zuckerberg foi publicada no jornal Financial Times, em que o assunto abordado no artigo ganhou novas nuances, ao ser inserido na tensão entre Estados Unidos e China na área da inteligência artificial.

De acordo com o criador do Facebook, impedir que americanos tenham acesso a modelos chineses não seria uma boa solução para a corrida tecnológica entre os dois países, e não tornaria as empresas americanas automaticamente mais competitivas.

A centralização de poder da IA em poucas empresas voltou a ser criticada por Zuckerberg. Essa argumentação atinge empresas como a OpenAI e Anthropic. Os principais modelos dessas companhias trabalham com sistemas fechados, nos quais o público pode usar os produtos, mas não recebe acesso completo ao que existe por trás deles.

De acordo com Mark, essa concentração pode limitar a concorrência e reduzir a capacidade de universidades, empresas menores e desenvolvedores independentes a criarem soluções de IA. O empresário defendeu os modelos de código aberto, chamados de open source.

Entenda o embate tecnológico entre EUA e China

O confronto no ramo da IA entre as duas principais nações do leste e oeste do planeta se intensificou nos últimos dias. Os Estados Unidos tentam reduzir o avanço das inteligências artificiais chinesas para proteger a liderança das empresas americanas.

O governo dos EUA mantém controles sobre a venda de chips avançados e equipamentos para fabricação de semicondutores à China, com a intenção de dificultar a produção de hardware mais avançado e o treinamento de modelos chineses. A Comissão Federal de Comunicações (FCC) também proibiu a importação de robôs e inversores de energia do país asiático.

Já a China criou este mês a Organização Mundial para Cooperação em Inteligência Artificial (WAICO), que conta com 29 países fundadores, entre eles, o Brasil. O foco do grupo é promover cooperação global para desenvolvimento de IA.

Um dos principais pontos que gerou atrito entre China e EUA foi o lançamento da inteligência artificial Kimi K3 pela empresa Moonshot IA. O modelo é open weight (IA em que os parâmetros de treinamento são disponibilizados publicamente) e se aproxima, em capacidade, de outros criados pelas grandes empresas americanas.

Big Techs criam aliança a favor do código aberto

As IAs open source também estão no centro do debate. No dia 24 de Julho, a NVIDIA publicou uma carta intitulada “Pesos abertos e liderança americana em inteligência artificial junto de outras empresas como a Microsoft e a Meta. No texto, foi solicitado aos legisladores americanos que restrições aos modelos de código aberto sejam evitadas.

Três dias depois, uma aliança com mais de 30 empresas foi formada, chamada de Open Secure AI Alliance. O foco do grupo é desenvolver ferramentas de inteligência artificial de código aberto voltadas à defesa cibernética.

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