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Após lançamento de nova IA da Meta, Zuckerberg cobra menos restrições

CEO da Meta critica concentração de mercado no desenvolvimento da inteligência artificial

Mark Zuckerberg, CEO da Meta, observa durante a audiência do Comitê Judiciário do Senado dos EUA intitulada "Grandes Empresas de Tecnologia e a Crise da Exploração Sexual Infantil Online", em Washington, DC, em 31 de janeiro de 2024. O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, defendeu em 10 de agosto de 2026 a redução das barreiras para a IA de código aberto, enquanto sua empresa apresentava um novo modelo que pode ser executado em um computador pessoal. O lançamento ocorre em meio a debates nos Estados Unidos sobre se o acesso à tecnologia deveria ser mais restrito e à resistência local à construção de data centers que a alimentam.
Mark Zuckerberg, CEO da Meta, defendeu a IA aberta e criticou concentração da tecnologia

Mark Zuckerberg, CEO da Meta, defendeu nesta segunda-feira (10) regras menos rígidas para o avanço da inteligência artificial de código aberto, no mesmo dia em que a companhia revelou um novo sistema capaz de funcionar diretamente em computadores pessoais. O lançamento ocorre em meio a um debate nos Estados Unidos sobre se o acesso a […]

Mark Zuckerberg, CEO da Meta, defendeu nesta segunda-feira (10) regras menos rígidas para o avanço da inteligência artificial de código aberto, no mesmo dia em que a companhia revelou um novo sistema capaz de funcionar diretamente em computadores pessoais.

O lançamento ocorre em meio a um debate nos Estados Unidos sobre se o acesso a essa tecnologia deveria ser mais restrito e à oposição local à expansão dos centros de dados que a impulsionam, altamente demandantes de energia.

A apresentação veio acompanhada de um extenso ensaio no qual Zuckerberg expõe sua visão sobre a inteligência artificial. Ele ressaltou que considera necessário que os Estados Unidos continuem competitivos diante de países como a China.

Suas concorrentes OpenAI e Anthropic concentram-se em grande medida em modelos de IA fechados.

Zuckerberg anunciou nesta segunda-feira, em um vídeo no Instagram, que sua empresa abriria os parâmetros de seu mais recente modelo de IA, permitindo que o público o baixasse. Os parâmetros são os cálculos ou regras que determinam como um sistema de IA se comporta.

O executivo afirmou que a Meta também lançaria uma nova classe de modelos de IA de código aberto, projetados para serem executados em um computador portátil.

“Em vez de centralizar a superinteligência, deveríamos distribuí-la amplamente e dar a cada pessoa a capacidade de conduzi-la”, disse Zuckerberg.

Ele criticou empresas que estão “concentradas em criar IA para empresas, governos ou outras instituições” e argumentou que isso inclinaria a balança a favor de entidades, em vez de indivíduos.

Zuckerberg acrescentou que os laboratórios estrangeiros de IA têm vantagem sobre os americanos, que precisam cumprir restrições relativas aos dados de treinamento.

“Não acredito que restringir o acesso a modelos de código aberto estrangeiros seja uma solução eficaz”, afirmou.

“Nosso objetivo deveria ser que os modelos de código aberto americanos fossem os melhores do mundo. Para isso, é necessário eliminar os obstáculos que dificultam que os modelos de código aberto americanos concorram”, concluiu.

Em meio à crescente oposição pública ao desenvolvimento de centros de dados nos Estados Unidos, Zuckerberg acrescentou que a Meta está criando um fundo para apoiar diretamente as comunidades no entorno de suas instalações.

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