Hackers de língua russa usaram o Cursor, assistente de programação por inteligência artificial da SpaceX, para atacar uma empresa química belga e pelo menos outras seis companhias no início deste ano. As informações foram obtidas pela Reuters e constam em relatórios das empresas de segurança digital Gambit Security e CloudSek divulgados nesta quinta-feira (27).
A campanha é mais um exemplo do uso de ferramentas comerciais de IA em ataques cibernéticos. Segundo Curtis Simpson, diretor de estratégia da Gambit, os provedores de inteligência artificial enfrentam uma disputa constante contra usuários que tentam burlar as proteções dos sistemas. A Cursor e a SpaceX não comentaram o caso.
Segundo o relatório, os criminosos convenceram a ferramenta a executar centenas de operações maliciosas, como roubo de credenciais e invasão de contas, ao alegarem que os procedimentos faziam parte de uma simulação.
Hackers de língua russa usaram o Cursor, assistente de programação por inteligência artificial da SpaceX, para atacar uma empresa química belga e pelo menos outras seis companhias no início deste ano. As informações, obtidas pela Reuters, constam em relatórios das empresas de segurança digital Gambit Security e CloudSek divulgados nesta quinta-feira (27).
A campanha é mais um exemplo do uso de ferramentas comerciais de IA em ataques cibernéticos. Segundo Curtis Simpson, diretor de estratégia da Gambit, os provedores de inteligência artificial enfrentam uma disputa constante contra usuários que tentam burlar as proteções dos sistemas. A Cursor e a SpaceX não comentaram o caso.
Servidor exposto e empresas atacadas
A Gambit identificou a campanha após encontrar na internet um servidor exposto do grupo de ransomware Aur0ra, cibercriminosos associado a ataques. A empresa analisou 28 sessões de conversa entre hackers e um agente de IA da Cursor.
Segundo o relatório, os criminosos convenceram a ferramenta a executar centenas de operações maliciosas, como roubo de credenciais e invasão de contas, ao alegarem que os procedimentos faziam parte de uma simulação.
A CloudSek afirmou que os dados indicam pelo menos 20 vítimas. Entre as sete empresas atacadas, seis foram identificadas pela reportagem com registros de bate-papo que abrangem o período de 8 de abril a 21 de maio, sendo elas:
- Christeyns, empresa belga fabricante de produtos de higiene e limpeza;
- Teckentrup, fabricante alemã de portas de garagem;
- Helideck Certification Agency, com sede na Escócia, que avalia locais de pouso de helicópteros;
- Distribuidora farmacêutica argentina;
- Empresa italiana;
- Bayou Title, que se autodenomina a maior seguradora de títulos de propriedade do estado norte-americano da Louisiana.
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Como os hackers enganaram a IA
Os registros mostram que os hackers davam comandos ao agente da Cursor, que respondia com orientações técnicas. Em um dos casos, a ferramenta ajudou a invadir uma empresa argentina e, em outro, recomendou uma ferramenta maliciosa para explorar um servidor vulnerável da Teckentrup.
Segundo Eyal Sela, diretor de inteligência de ameaças da Gambit, o Cursor pode ter deixado os hackers 30%, 40% ou até 50% mais rápidos, ao eliminar etapas que precisariam ser feitas manualmente.
Embora o agente tenha recusado alguns pedidos considerados ilegais, os hackers conseguiram contornar as barreiras ao reiniciar as conversas e afirmar que os ataques faziam parte de testes.
A Gambit afirmou que os registros mostram que essa justificativa levou o sistema a ignorar suas próprias proteções.
O caso ocorre pouco depois de a SpaceX fechar um acordo para incorporar a Cursor, em uma operação avaliada em US$ 60 bilhões. A empresa de Elon Musk busca ampliar sua atuação na corrida pela inteligência artificial.
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