A startup francesa Sesterce anunciou nesta quinta-feira (8) um investimento de mais de 10 bilhões de euros, equivalente a cerca de US$ 11,1 bilhões, para instalar na Finlândia uma estrutura dedicada à inteligência artificial e ao processamento de dados.
O projeto será instalado na cidade de Jämsä, no terreno de uma antiga fábrica de papel. Segundo comunicado da empresa, o complexo terá infraestrutura de supercomputação e processamento voltada para aplicações de inteligência artificial.
A Sesterce informou à AFP que as obras já começaram e que o chamado “campus de IA” deve entrar em operação em 2027.
Na primeira etapa, o complexo terá capacidade de 200 megawatts (MW). Em uma segunda fase, a previsão é chegar a 600 MW, embora a empresa não tenha informado quando a expansão deverá ocorrer.
A companhia também afirmou já ter fechado acordo com um cliente âncora, que deve ocupar uma parcela relevante da infraestrutura do complexo, mas não revelou o nome da empresa.
Finlândia atrai investimentos em data centers
A Finlândia tem recebido uma série de grandes investimentos estrangeiros no setor de data centers, instalações que demandam grandes volumes de eletricidade e sistemas de refrigeração.
Entre os atrativos do país estão o clima frio e a disponibilidade de energia relativamente barata e estável, com uma parcela significativa da eletricidade produzida sem o uso de combustíveis fósseis.
A Sesterce afirmou que pretende desenvolver mais de 1 gigawatt (GW) de capacidade computacional na Finlândia, dependendo da demanda do mercado.
Google teve projetos paralisados
No mês passado, o Google anunciou um investimento de 13 bilhões de euros em infraestrutura digital no país ao longo dos próximos dois anos, com o objetivo de ampliar a capacidade necessária para seus modelos de inteligência artificial.
Porém, autoridades da Finlândia mandaram interromper, nesta última terça-feira (6), os trabalhos preparatórios de dois data centers da empresa em Muhos e Kajaani após suspeitas de que centenas de hectares de floresta tenham sido derrubados antes da conclusão das avaliações obrigatórias de impacto ambiental.
A agência finlandesa de fiscalização LVV afirmou que os terrenos já passaram por retirada de árvores e da camada superficial do solo, abertura de estradas, criação de áreas de armazenamento e alterações na drenagem.
O Google reconheceu falhas na condução do projeto, afirmou que ficou abaixo de seus próprios padrões e disse que cumprirá as determinações das autoridades finlandesas.
(Com informações da AFP)
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