Pesquisadores da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) criaram um nanossatélite chamado Aldebaran-I, que será lançado na Índia em junho. O satélite ajudará em missões de busca e resgate no mar e no monitoramento de queimadas. Após cinco anos de desenvolvimento, ele passou por testes finais para garantir que está pronto para o lançamento. O Aldebaran-I tem 10 centímetros de lado e vai transmitir dados de localização de barcos pesqueiros em dificuldades, além de monitorar queimadas usando inteligência artificial. O projeto faz parte do Programa Nacional de Atividades Espaciais e conta com apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB). Durante um período de testes, barcos pesqueiros receberão um sistema que enviará sinais de localização ao satélite, que por sua vez enviará essas informações para uma estação em terra, ajudando em situações de emergência. A UFMA trabalha em parceria com outras instituições e, se o Aldebaran-I for bem-sucedido, poderá ser criada uma constelação de nanossatélites para melhorar os serviços de salvamento e monitoramento ambiental no Brasil.
Um nanossatélite desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), com apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB), será lançado na Índia em junho. O Aldebaran-I tem como objetivo auxiliar em missões de busca e resgate no mar e monitorar queimadas.
Após cinco anos de desenvolvimento, o satélite passou por testes finais, incluindo um teste de vibração para garantir sua resistência durante o lançamento. O engenheiro aeronáutico Carlos Alberto Brito Rios Junior, coordenador do projeto, afirmou que o satélite está pronto para ser enviado ao espaço. O lançamento será realizado pelo foguete Polar Satellite Launch Vehicle (PSLV).
O Aldebaran-I, um cubesat padrão 1U, possui 10 centímetros de lado e será utilizado para transmitir dados de localização de embarcações pesqueiras em dificuldades. Além disso, o satélite monitorará queimadas por meio de plataformas de coleta de dados ambientais. Brito destaca que o nome Aldebaran, que significa “o seguidor” em árabe, remete à estrela mais brilhante da constelação de Touro e à cultura local.
Objetivos e Parcerias
O projeto integra o Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), que visa a construção de nanossatélites acadêmicos de baixo custo. Rodrigo Leonardi, diretor de Gestão de Portfólio da AEB, ressaltou que o Brasil possui expertise na tecnologia de nanossatélites, tanto na indústria quanto na academia. O Aldebaran-I é um exemplo de como as universidades estão se envolvendo em projetos espaciais.
Durante um período experimental, pequenos barcos pesqueiros receberão um sistema de transmissão que enviará sinais de localização ao satélite. Esses dados serão encaminhados para uma estação em terra, que alertará os serviços de salvamento em caso de emergência. Para o monitoramento de queimadas, sensores em áreas de mata enviarão informações ao satélite, que utilizará inteligência artificial para identificar padrões de incêndios.
Futuro do Projeto
A UFMA conta com parcerias de instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Caso o Aldebaran-I se mostre eficaz, a construção de uma constelação de nanossatélites será considerada para garantir a continuidade dos serviços de salvamento e prevenção de queimadas. Leonardi enfatiza que a criação de uma constelação permitirá que sempre haja um satélite sobrevoando o Brasil, coletando dados essenciais.
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