A França celebra nesta terça-feira (14) o feriado nacional em comemoração à Queda da Bastilha. As celebrações incluíram um desfile militar na avenida Champs-Élysées, em Paris, que foi acompanhado por diversos líderes internacionais, entre eles o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. As informações são da agência Reuters. A data marca o aniversário da tomada da Bastilha, […]
A França celebra nesta terça-feira (14) o feriado nacional em comemoração à Queda da Bastilha. As celebrações incluíram um desfile militar na avenida Champs-Élysées, em Paris, que foi acompanhado por diversos líderes internacionais, entre eles o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. As informações são da agência Reuters.
A data marca o aniversário da tomada da Bastilha, fortaleza medieval que foi transformada em uma prisão do Estado francês e se tornou símbolo do rígido regime da monarquia dos Bourbon. Em 14 de julho de 1789, revolucionários invadiram a prisão em busca de armas e munições e liberaram os detentos, dando início à Revolução Francesa.
A data se consolidou como o principal feriado nacional da França, e é celebrada anualmente em todo o país.
Chefes de Estado presentes
O desfile deste ano reuniu cerca de 30 líderes internacionais convidados pelo presidente francês Emmanuel Macron para acompanhar a cerimônia. Este é o último desfile presidido por Macron antes de deixar o governo, em 2027.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, o premiê britânico Keir Starmer e o chanceler alemão Friedrich Merz estavam entre os presentes. Um dia antes do desfile, na segunda-feira (13), Zelensky havia se reunido em Paris com cerca de 25 líderes da Coalizão dos Voluntários, grupo de aliados que apoia a Ucrânia na guerra contra a Rússia. Nesse encontro, os países anunciaram uma nova frente de cooperação em defesa antiaérea para o país.
O desfile contou ainda com a participação de 500 soldados de nações da coalizão e de 25 militares ucranianos, além de uma demonstração que reuniu aeronaves francesas e de outros países europeus, incluindo caças Mirage franceses, com a participação de copilotos ucranianos em treinamento na França.
Incêndio na floresta de Fontainebleau
Enquanto o país celebra o feriado nacional, um incêndio na floresta de Fontainebleau, cerca de 60 quilômetros ao sul de Paris, chega ao terceiro dia, em meio a uma onda de calor que atinge a Europa. O fogo começou no domingo (12) e, somado a um segundo foco que surgiu na segunda-feira (13) em área próxima, já queimou 1.300 hectares. Durante o desfile na avenida Champs-Élysées, bombeiros e equipes de resgate que atuam no combate às chamas foram homenageados.
Os agentes usam aeronaves que captam água diretamente no rio Sena para reforçar o trabalho de contenção do fogo. O ministro do Interior da França, Laurent Nunez, disse na noite de segunda-feira que a situação ainda não estava sob controle.
Duas pessoas foram presas sob suspeita de terem provocado o incêndio, parte de um total de 59 detenções em todo o país neste ano por atear fogo em áreas de vegetação. Nunez afirmou que o episódio contribui para o que deve se tornar o pior ano em área queimada na história recente da França, já que o país já acumula 32 mil hectares destruídos por incêndios em 2026, total que supera o registrado em todo o ano de 2025.
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