Três ministros do partido de extrema-direita Poder Judaico renunciaram ao governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em protesto ao acordo de cessar-fogo com o Hamas, anunciado no último sábado. O Ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, foi o primeiro a se demitir, seguido por Yitzhak Wasserlauf, do Negev, Galileia e Resiliência Nacional, e Amichai Eliyahu, do […]
Três ministros do partido de extrema-direita Poder Judaico renunciaram ao governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em protesto ao acordo de cessar-fogo com o Hamas, anunciado no último sábado. O Ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, foi o primeiro a se demitir, seguido por Yitzhak Wasserlauf, do Negev, Galileia e Resiliência Nacional, e Amichai Eliyahu, do Patrimônio. Embora a saída não comprometa o cessar-fogo, ela enfraquece a coalizão de Netanyahu, que conta com 68 parlamentares.
Ben-Gvir criticou o acordo, chamando-o de “imprudente” e uma “rendição”, afirmando que ele resultará na libertação de “centenas de assassinos”. Ele também declarou que consideraria retornar ao governo caso a guerra recomeçasse, enfatizando que os objetivos de Israel ainda não foram alcançados. Outros três membros do Poder Judaico também enviaram cartas de renúncia de suas posições em comitês do parlamento israelense.
O acordo de cessar-fogo, mediado por Catar, Egito e Estados Unidos, prevê a libertação de 33 reféns em troca de centenas de prisioneiros palestinos. Ben-Gvir, que já bloqueou tentativas anteriores de cessar-fogo, defendeu que a libertação dos reféns deveria ocorrer sem a ajuda humanitária a Gaza. Ele também pediu ao ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, que renunciasse, embora Smotrich ainda não tenha tomado essa decisão.
A renúncia de Ben-Gvir e dos outros ministros não ameaça diretamente o cessar-fogo, mas pode levar a uma instabilidade política se mais membros da extrema-direita decidirem deixar o governo. O Likud, partido de Netanyahu, alertou que “quem desmonta um governo de direita estará para sempre em desgraça”, enquanto a oposição se oferece para garantir a estabilidade do governo, embora essa parceria seja vista como temporária.
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