- A Colômbia sediará a primeira cúpula ministerial do Grupo de La Haya nos dias 15 e 16 de julho em Bogotá.
- O encontro reunirá representantes de países do Sul Global para discutir ações legais e diplomáticas contra Israel, acusado de genocídio na Faixa de Gaza.
- O grupo, formado em janeiro, inclui países como Bolívia, Cuba, Honduras, Senegal, África do Sul, Malásia e Namíbia.
- O presidente da República, Gustavo Petro, destacou a urgência de medidas concretas para enfrentar as violações do direito internacional.
- Entre as ações propostas estão o cumprimento das ordens de prisão do Tribunal Penal Internacional contra líderes israelenses e a interrupção do fornecimento de armas a Israel.
Cúpula Ministerial do Grupo de La Haya
A Colômbia sediará a primeira cúpula ministerial do Grupo de La Haya nos dias 15 e 16 de julho em Bogotá. O encontro reunirá representantes de países do Sul Global para discutir ações legais e diplomáticas contra Israel, que é acusado de genocídio na Faixa de Gaza, onde mais de 58.000 pessoas já perderam a vida.
O grupo, formado em janeiro, inclui países como Bolívia, Cuba, Honduras, Senegal, Sudáfrica, Malásia e Namíbia. O presidente colombiano, Gustavo Petro, destacou a urgência de medidas concretas para enfrentar as violações do direito internacional. Durante a cúpula, os membros buscarão apoio de quase 30 países e de organismos da ONU.
Medidas Propostas
Entre as ações propostas, está o cumprimento das ordens de prisão do Tribunal Penal Internacional contra o primeiro-ministro israelense, Benjamim Netanyahu, e seu ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant. Além disso, o grupo pretende impedir o fornecimento de armas a Israel e barrar a entrada de navios ligados à indústria militar israelense em seus portos.
O vice-ministro colombiano de Assuntos Multilaterais, Mauricio Jaramillo, enfatizou a importância de transformar discursos em ações efetivas para combater o genocídio. Ele também mencionou que a participação de países do Norte, como Irlanda e Espanha, foi convidada, reforçando a necessidade de um apoio mais amplo à causa palestina.
Reações e Expectativas
Petro, em uma coluna no The Guardian, afirmou que é dever de governos como o seu confrontar Israel. Ele defendeu a implementação de medidas jurídicas e econômicas que possam interromper a destruição em Gaza. A cúpula também contará com a presença de delegados de alto nível, incluindo relatores da ONU, como Francesca Albanese, que criticou Israel por crimes contra a humanidade.
A comunidade judaica na Colômbia expressou descontentamento com o evento, considerando-o uma tentativa de deslegitimar Israel. No entanto, para o governo colombiano, a cúpula representa um passo significativo na defesa do direito internacional e na proteção dos direitos do povo palestino.
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