Estudantes da PUC-SP realizaram uma paralisação nesta terça-feira (20) para protestar contra casos de discriminação racial na universidade. O movimento, liderado pelo coletivo Saravá, exige ações efetivas contra o racismo, como a criação de um currículo antirracista e cursos de letramento racial para professores. A nova reitoria da PUC-SP afirmou que está ciente das denúncias de racismo, mas os estudantes reclamam da falta de respostas concretas e relatam um ambiente de repressão. Entre os casos denunciados, uma aluna foi acusada de roubo por uma professora, o que levou a estudante a registrar um boletim de ocorrência. A universidade não tomou medidas efetivas contra a docente, que continua lecionando. Além das questões raciais, os alunos pedem melhorias nas políticas de permanência estudantil e redução nos preços do restaurante universitário.
Estudantes da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) realizaram uma paralisação nesta terça-feira (20) para denunciar casos de discriminação racial na instituição. O movimento, liderado pelo coletivo Saravá, exige ações efetivas contra o racismo, incluindo um currículo antirracista e um curso de letramento racial para docentes.
Os alunos afirmam que, nos últimos anos, a universidade não respondeu adequadamente a denúncias de abuso, assédio e preconceito. O Saravá destaca que a falta de resposta da reitoria tem gerado um clima de repressão e omissão. “Nunca tivemos uma devolutiva factual e efetiva da universidade”, declarou o coletivo.
A nova reitoria, que assumiu neste ano, afirmou estar ciente das denúncias e que todas estão em análise. Os estudantes, no entanto, relatam experiências de estigmatização, racismo velado e abordagens preconceituosas em sala de aula. Um caso específico envolveu uma aluna acusada de roubo por uma professora, levando-a a registrar um boletim de ocorrência por injúria racial.
Demandas dos Estudantes
Além das questões raciais, os alunos pedem políticas de permanência estudantil, redução do preço do restaurante universitário e refeições gratuitas para bolsistas. A paralisação busca pressionar a reitoria a tomar medidas concretas e efetivas diante das queixas apresentadas.
Os estudantes se reunirão com a reitoria ainda nesta tarde para discutir suas demandas. A expectativa é que a universidade se comprometa a implementar mudanças significativas para garantir um ambiente mais inclusivo e respeitoso para todos os alunos.
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