O Van Gogh Museum, em Amsterdã, revelou três falsificações atribuídas a Vincent van Gogh em coleções privadas. As obras não são originais, segundo o estudo divulgado na edição de outubro da Burlington Magazine. A instituição desmente autenticações anteriores.
As peças incluem um quadro da lavradora, que já tinha sido aceito pela coleção e vendido pela Christie’s em 2011 por quase US$ 1 milhão. O estudo aponta que a obra é falsa, desacreditando a atribuição anterior.
O relatório aponta ainda duas outras imagens contestadas: Cabeça de uma Mulher (1902-09), recebida pela Visser e vendida pela Christie’s; e o conjunto de Wood Gatherer, um desenho em aquarela de 1904-12. Todas passaram a ser consideradas não autênticas pelos especialistas do museu.
O que mudou na avaliação
Os especialistas do museu revisaram a catalogação da década de 1970, de Jacob-Baart de la Faille, e reclassificaram as obras. O estudo destaca que a presença de elementos como as sunflowers em contextos inadequados sugere uma cópia deliberada para atrair compradores.
Detalhes sobre cada caso
A obra de Lavradora, segundo o texto, tinha sido associada ao período de 1887, mas pesquisas posteriores indicam datação tardia e manipulação de cores. No caso da Cabeça de uma Mulher, a pintura passou por novas verificações após ter sido vendida pela Christie’s, gerando dúvidas sobre a autenticidade.
A terceira peça analisada envolve a aquarela do Wood Gatherer, descoberta como cópia feita a partir de fotografias do original de 1884. A verificação apontou diferenças perceptíveis, como detalhes de bastões usados pelos trabalhadores, que não aparecem nas imagens antigas.
Esses três casos revelam que, no início do século XX, cópias e enganos existiam em menor escala, mas com impacto financeiro significativo. A equipe do Van Gogh Museum enfatiza que a reavaliação continua e que novas informações podem alterar atestados anteriores.
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