O museu Van Gogh, em Amsterdã, exibe pela primeira vez The Little Cat de Paul Gauguin, pintada entre novembro e dezembro de 1888. A obra passou mais de um século em uma coleção particular. Conservadores apontam que o quadro é um fragmento de um painel maior.
A descoberta revela que a tela foi cortada de um conjunto ainda maior, provavelmente para salvar a parte com o gatinho. O resto da composição foi removido e possivelmente destruído pelo próprio Gauguin.
Durante a observação, foi encontrad um vestígio inusitado: um verme de exatas dimensões pequenas ficou preso na tinta úmida, na área amarela escura abaixo do gatinho. A peça foi identificada como um líquido de pigmentos.
Os conservadores não conseguiram identificar o beetle por ficar de costas, com a cabeça e as patas ausentes. Um Entomologista afirmou que existem cerca de 11 mil espécies na França, muitas do tamanho observado.
Detalhes da obra e origem
A investigação mostrou que The Little Cat e o Portrait of Gauguin, de Van Gogh, foram pintados sobre fardos de juta de 20 metros comprados em Arles no início de novembro de 1888, usados pelos dois artistas em semanas seguintes.
A descoberta reforça um elo entre as crias artísticas: Gauguin teria utilizado a mesma paleta amarela presente em outras obras de Van Gogh em Arles. A relação entre ambos, antes considerada desequilibrada, pode ter nuances de igualdade.
Conexões entre as obras
Gauguin descartou grande parte do quadro original, preservando apenas a faixa esquerda com o gatinho. A peça, em 1960, foi remontada em uma placa, com cortes adicionais feitos por conservadores.
Em Van Gogh’s Portrait of Gauguin, o canto de uma natureza morta aparece sem o gatinho, sugerindo que a composição original era maior. A hipótese atual é que Van Gogh reduziu a tela para manter o retrato de Gauguin.
The Little Cat ficará em exposição no Van Gogh Museum até o próximo verão, emprestada pela família Fayet, destacando a interseção entre as obras de Gauguin e Van Gogh durante o período de Arles.
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