Após 88 anos do desaparecimento de Amelia Earhart, uma nova expedição será realizada para investigar o mistério que envolve a pioneira da aviação. A equipe da Universidade Purdue anunciou, na última quarta-feira (2), que explorará Nikumaroro, uma ilha remota em Kiribati, em busca de novas evidências sobre o paradeiro do avião de Earhart, desaparecido em 1937.
A expedição será motivada por uma imagem de satélite que pode revelar parte do Lockheed Electra 10E, a aeronave que Earhart pilotava. Richard Pettigrew, diretor do Archaeological Legacy Institute, afirmou que a missão representa uma oportunidade única para resolver o caso. Ele destacou que a imagem, capturada em 2015, mostra um objeto que pode ser o avião, considerando seu tamanho e posição em relação à rota planejada.
Além da imagem, foram encontrados na ilha possíveis ferramentas de fabricação americana e um pequeno frasco de remédio. A Universidade Purdue, que apoiou o último voo de Earhart, investirá US$ 500 mil na primeira fase da expedição. Steve Schultz, conselheiro jurídico da universidade, ressaltou a importância de honrar o legado de Earhart.
Detalhes da Expedição
A equipe partirá em novembro de 2025 e levará cerca de seis dias para chegar à ilha de barco. Eles terão cinco dias para investigar o local e tentar identificar o objeto como sendo o avião perdido. O desaparecimento de Earhart e seu navegador, Fred Noonan, continua sendo um dos grandes mistérios da aviação.
Teorias sugerem que o avião pode ter caído no Pacífico ou em uma ilha próxima à Ilha Howland, onde deveriam ter feito uma parada. Em 2017, uma expedição anterior não conseguiu encontrar evidências conclusivas sobre o destino de Earhart. Ric Gillespie, diretor do Tighar, que já liderou várias expedições à ilha, expressou ceticismo sobre a nova imagem, sugerindo que pode ser apenas uma palmeira.
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