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Levedura modificada ajuda a alimentar abelhas e combater a queda das colônias

Levedura geneticamente modificada promete aumentar a produção de pupas em colônias de abelhas, essencial para a polinização e segurança alimentar global

A transferência de moléculas de esteróis essenciais na colônia de abelhas melíferas apoia a produção de prole. a, Abelhas operárias adultas (Apis mellifera) coletam e consomem pólen floral, que fornece proteínas, lipídios e micronutrientes. O pólen é armazenado na colmeia como pão de abelha. As abelhas enfermeiras consomem o pão de abelha e criam geleia, que as larvas consomem e inclui esteróis necessários para o desenvolvimento. As larvas se desenvolvem em pupas e eventualmente emergem como operárias fêmeas, rainhas ou zangões (machos). b, Uma dieta enriquecida em esteróis chamada MxSt foi testada contra três dietas controle que careciam de esteróis suficientes (Tet, WT e Base) por um total de três meses. Os gráficos mostram a prole coberta (pupas) contadas por colônia em intervalos de 15 dias durante os últimos dois meses dos ensaios alimentares. (Foto: Moore, E. et al./Nature (CC BY 4.0))
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Pesquisadores desenvolvem levedura geneticamente modificada para melhorar nutrição de abelhas

Um grupo de cientistas criou uma levedura geneticamente modificada que produz esteróis essenciais, nutrientes vitais para a saúde das colônias de abelhas melíferas. A pesquisa, publicada na revista *Nature*, destaca a importância das abelhas na polinização e na segurança alimentar global, especialmente em um cenário onde a diversidade de pólen está diminuindo devido à intensificação da agricultura e às mudanças climáticas.

Os esteróis são fundamentais para a formação de membranas celulares e hormônios nas abelhas. A falta desses nutrientes pode comprometer a criação de novas abelhas, levando ao declínio das colônias. A nova levedura, chamada *Yarrowia lipolytica*, foi projetada para produzir uma mistura de esteróis em proporções adequadas, substituindo a escassez desses compostos nos alimentos disponíveis para as abelhas.

Resultados promissores em testes de alimentação

Os ensaios realizados em colônias de abelhas mostraram que aquelas alimentadas com a dieta enriquecida apresentaram um aumento significativo na produção de pupas. As colônias que receberam a dieta com esteróis conseguiram criar 10 a 15 vezes mais pupas em comparação com aquelas que não tinham os nutrientes adequados. Esse avanço pode ser crucial para a sobrevivência das colônias, que enfrentam não apenas a falta de nutrientes, mas também estressores como doenças e pesticidas.

Os pesquisadores acreditam que a introdução dessa dieta pode ajudar as abelhas a lidar melhor com os desafios ambientais, reduzindo as perdas em colônias. Além disso, a tecnologia desenvolvida oferece uma solução sustentável para a produção de esteróis, tornando a alimentação das abelhas mais completa e menos dependente de fontes naturais de pólen.

Perspectivas futuras e aplicações

Embora os resultados sejam promissores, os cientistas ressaltam a necessidade de testes em campo a longo prazo para verificar a eficácia da dieta em colônias maiores e em condições reais. A pesquisa também abre portas para a possibilidade de adaptar a levedura para produzir outros micronutrientes essenciais, beneficiando não apenas as abelhas, mas também outros insetos e organismos utilizados na agricultura.

A inovação representa um passo significativo na busca por soluções que garantam a saúde das abelhas e, consequentemente, a estabilidade dos ecossistemas e da produção de alimentos.

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