Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Astrônomos observam interior de estrela e revelam segredos do nascimento da matéria

Cientistas confirmam a estrutura interna de supernovas e expandem o conhecimento sobre a formação de elementos químicos no universo

Recriação da supernova SN 2021yfj, com seu núcleo de oxigênio/silício e a expulsão de silício (cinza), enxofre (amarelo) e argônio (roxo). (Foto: Observatório Keck / Adam Makarenko)
0:00
Carregando...
0:00

Um grupo de cientistas fez uma descoberta significativa ao observar, pela primeira vez, as camadas internas de uma supernova, revelando a presença de silício, enxofre e argônio. O evento ocorreu em setembro de 2021, quando um telescópio no Havai capturou o espectro de luz da supernova SN 2021yfj, localizada a 2,2 bilhões de anos-luz da Terra. Essa observação confirma modelos de evolução estelar e abre novas possibilidades de pesquisa.

O astrofísico Steve Schulze, que liderou a pesquisa, destacou a importância do achado. Ele explicou que, durante a explosão, a estrela perdeu suas camadas externas, permitindo a visualização de seu interior. “Me quedé deslumbrado”, afirmou Schulze ao recordar o momento em que perceberam a presença dos elementos químicos. A estrutura interna das estrelas é frequentemente descrita como uma “cebolla cósmica”, com camadas de hidrogênio, hélio, carbono, oxigênio, silício e, finalmente, ferro.

Implicações da Descoberta

A pesquisa, publicada na revista Nature, confirma a estrutura em camadas das supernovas, um modelo que até então não havia sido validado de forma conclusiva. “Este estudo oferece informações fundamentais sobre como se formam e evoluem espécies químicas no universo”, afirmaram os pesquisadores José Ángel Martín Gago e Gonzalo Santoro, que celebraram a descoberta. Eles ressaltaram que a fusão de elementos mais pesados ocorre em estrelas massivas, que têm pelo menos oito vezes a massa do Sol.

Além disso, a observação das camadas internas da supernova pode ajudar a entender melhor a formação de poeira cósmica e a evolução de moléculas ricas em silício e enxofre. A pesquisa abre novas vias para a astroquímica em laboratório, permitindo simulações que podem reproduzir as condições de formação de elementos no espaço.

A descoberta reforça a ideia de que os seres humanos e tudo ao nosso redor são feitos de “substância de estrelas”, como já afirmava o renomado astrofísico Carl Sagan. A pesquisa não apenas valida teorias existentes, mas também propõe novas direções para o entendimento da evolução estelar e da química cósmica.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais