A COP30, conferência climática da ONU, será realizada em Belém de 10 a 21 de novembro de 2025. O evento já provoca mobilizações intensas de movimentos sociais e coletivos, que planejam eventos paralelos, como a Cúpula dos Povos, na Universidade Federal do Pará (UFPA), prevista para 12 a 16 de novembro. A expectativa é reunir mais de 15 mil participantes em uma programação que inclui debates, aulas públicas e encontros internacionais.
Mais de 700 organizações de diversos países estão envolvidas na Cúpula, que busca evidenciar que a crise climática afeta diretamente as comunidades e não pode ser resolvida apenas por negociações governamentais. Nas periferias de Belém, o projeto COP das Baixadas está expandindo as Yellow Zones, espaços de diálogo climático, com a meta de alcançar 12 zonas até a data da conferência. Parte da Conferência da Juventude do Clima (COY) também ocorrerá nesses locais, promovendo a troca de experiências entre jovens de várias nações.
Desafios na Green Zone
A Green Zone, espaço oficial destinado à sociedade civil, enfrenta críticas devido aos altos custos para participação. Com estandes que podem custar mais de R$ 6 mil (aproximadamente US$ 1.500 por metro quadrado), muitos movimentos menores e organizações sem financiamento estão sendo excluídos. O prazo para inscrição de organizações interessadas em participar termina em 31 de agosto, e grupos como indígenas e quilombolas relatam dificuldades de acesso e baixa representatividade.
A Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) planeja levar cerca de 10 mil indígenas à Cúpula dos Povos, parte de uma mobilização maior que pode reunir até 30 mil pessoas. A expectativa é que esses eventos paralelos contribuam para um debate mais amplo sobre as questões climáticas e a inclusão de vozes historicamente marginalizadas.
Entre na conversa da comunidade