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Incêndios sem precedentes devastam mais de 90 mil hectares na Galícia

Incêndios na Galícia devastam vinhedos e geram perdas de até 70% na produção, exigindo ação urgente do governo regional para prevenir novas tragédias

Encostas consumidas pelo fogo em Valdeorras, Galícia (Foto: Reprodução)
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Incêndios Florestais Devastam Vinhedos na Galícia

Os incêndios florestais na Galícia, Espanha, atingiram níveis alarmantes em 2023, queimando mais de 90 mil hectares e causando danos severos à agricultura local, especialmente aos vinhedos. As condições climáticas, com meses de seca e calor extremo, contribuíram para a propagação rápida das chamas.

O maior incêndio, que teve início em Larouco, na Denominação de Origem Valdeorras, consumiu 30 mil hectares, tornando-se o mais devastador desde o início dos registros. Outro foco, próximo a Oímbra, destruiu 17 mil hectares, afetando a Denominação de Origem Monterrei. Apesar de alguns incêndios terem sido contidos antes de causar danos significativos, a situação é crítica.

Com a colheita em andamento, os viticultores estão avaliando os estragos. Gonzalo Losada, gerente da DO Monterrei, relatou que, em muitos casos, os danos foram menores do que o esperado, com a maioria das vinhas afetadas apenas nas bordas. No entanto, a vinícola Alvaredos-Hobbs, um projeto colaborativo entre o espanhol Antonio López e o californiano Paul Hobbs, sofreu perdas severas, estimando 70% de sua produção perdida.

Impacto e Reações

Cecilia Fernández, da Alvaredos-Hobbs, afirmou que todos os vinhedos da propriedade foram danificados, com algumas plantas completamente destruídas. Paul Hobbs, que já enfrentou incêndios na Califórnia, considerou a situação na Galícia a mais grave que já viu. A destruição das vinhas representa um golpe duro para os viticultores, que dedicam longas horas ao cultivo.

A comunidade local clama por ações do governo regional para enfrentar as causas dos incêndios. Fernández destacou a necessidade de uma nova abordagem na gestão florestal, já que a região é dominada por pinheiros cultivados para madeira, frequentemente deixados sem cuidados, aumentando o risco de incêndios.

O fenômeno demográfico conhecido como “España vacía”, que resulta na despovoação do campo, também agrava a situação. O viticultor Nacho González criticou a ineficácia do governo, ressaltando que a falta de manejo adequado das florestas transforma a vegetação em um potencial combustível para incêndios.

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