A segunda seleção pública do programa Fust Escolas Conectadas foi lançada na terça-feira, 2 de dezembro, pelo MEC, pelo MCom e pela Casa Civil, com apoio do BNDES. O edital destina 53,3 milhões de reais não reembolsáveis para conectar 1.258 escolas públicas das regiões Norte e Nordeste, ampliando o atendimento a cerca de 410 mil estudantes.
O objetivo é levar infraestrutura de conectividade em sala de aula, incluindo cabeamento, switches, roteadores, wi-fi de alta capacidade, além de 24 meses de serviço e manutenção. O processo envolve seleção de três propostas de operadoras e uma de monitoramento, com o BNDES acompanhando a implementação.
A distribuição por lote fica assim: Lote A, Pará (392 escolas); Lote B, Maranhão e Ceará (368 escolas); Lote C, Pernambuco e Bahia (498 escolas). As ações integram a Estrategia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), que reúne infraestrutura, formação docente, uso pedagógico e monitoramento.
O edital foi elaborado pelo MEC, MCom e Casa Civil, com aprovação do Comitê Gestor do Fust. O objetivo é universalizar a conectividade educativa, especialmente em áreas com fibra óptica existente mas com conectividade insuficiente para fins pedagógicos.
Segundo o BNDES, a seleção reforça o papel do banco na execução técnica da política de conectividade pública. O banco ficará responsável pela gestão do edital, seleção de prestadoras e acompanhamento das entregas de instalação.
Com a iniciativa, aproximadamente 410 mil estudantes devem ter acesso a internet adequada para atividades pedagógicas, ampliando o uso de plataformas educacionais e recursos multimídia. A Enec continua a consolidar a integração entre infraestrutura, formação e monitoramento.
A soma das duas seleções, desde 2023, deve beneficiar quase 1 milhão de alunos, segundo informações oficiais. A primeira edição destinou 60 milhões para 1,5 mil escolas, com 824 já conectadas até a última atualização. As informações são da Assessoria de Comunicação Social do MEC, com dados do BNDES.
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