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Famílias nômades digitais: o risco do worldschooling

Família abandona empregos e larga escola para viajar o mundo; tragédia familiar força retorno à Inglaterra e estabelecimento em Cornwall

Sharon Ward and family hiking in Spain in 2022. Photograph: courtesy of Sharon Ward
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Josy e Joe Davis largaram os empregos, venderam a casa e tiraram as filhas da escola para viajar pelo mundo. Em três meses, uma tragédia familiar os levou a retornar à Inglaterra; as viagens foram canceladas e o grupo chegou a Bali antes de se estabelecer em Cornwall.

O casal morava em Gloucestershire; a decisão ocorreu em meio ao desgaste com horários de plantão da polícia e funções logísticas. O plano inicial previa Oman, Sri Lanka, Malásia e Tailândia, com possibilidade de longas viagens, inclusive na Austrália, conforme o interesse da família.

Em agosto, o retorno ocorreu após a crise em casa, com voos para Bali e Austrália cancelados. Josy descreve, em vídeo, a dúvida sobre se o sonho familiar era realmente o look de fora ou a vontade dos pais. Hoje vivem em Cornwall, com as filhas Lola, seis, e Zara, quatro.

Contexto: worldschooling e nomadismo digital

O movimento de nomadismo digital ganhou força, com famílias que trabalham remotamente e estudam as crianças por meio da viagem. Pesquisas e relatos apontam benefícios de habilidades de vida, mas também solidão, fuso e cansaço. O fenômeno é impulsionado por custos de vida, trabalho remoto e influência nas redes.

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