Daniella Perez, atriz da Globo e filha de Gloria Perez, foi assassinada aos 22 anos em 1992, pouco após a gravação de uma cena crucial da novela De Corpo e Alma. A violência ocorreu no Rio de Janeiro, envolvendo Guilherme de Pádua, apontado como executor, após a produção de uma sequência que marcava o fim do relacionamento entre Yasmin e Bira.
Na ocasião, Daniella havia gravado a cena que encerrava o romance entre os personagens. Horas depois, Pádua procurou a atriz em seu camarim e entregou dois bilhetes. Testemunhas relataram nervosismo por parte de Daniella ao receber as mensagens.
Desencadeou-se então uma série de acontecimentos violentos. Pádua deixou os estúdios em Copacabana e voltou ao set com Paula Thomaz, grávida de quatro meses, para não ser visto. Os dois seguiram para um posto de gasolina, onde a agressão começou.
O enterro ocorreu após Daniella ter sido ferida dentro de um veículo e arrastada até uma área de mata na Barra da Tijuca. A perícia apontou 18 golpes que atingiram pulmões, coração e pescoço, levando à morte da atriz.
Investigação e desdobramentos apontaram que Pádua adulterou informações e placa do veículo. Um advogado que passava pelo local acionou a polícia e permitiu a identificação do suspeito. Pádua foi preso na manhã seguinte.
Em depoimento, Pádua chegou a confessar, enquanto Paula Thomaz negou envolvimento formalmente. O caso permanece entre os episódios mais marcantes da televisão brasileira, gerando amplo impacto sobre colegas, emissora e público.
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