O cineasta Tyler Perry é alvo de uma ação civil de assédio sexual no valor de 77 milhões de dólares. O processo envolve Mario Rodriguez, que afirma que Perry fez avanços sexuais repetidos após oferecer apoio na carreira do ator. Os supostos contatos teriam ocorrido na residência de Perry em Los Angeles entre 2016 e 2019, segundo a queixa.
A ação sustenta ainda que Perry agiu com poder na indústria para criar uma dinâmica coercitiva e exploratória. Rodriguez alega que um treinador de uma academia Equinox o apresentou a Perry em 2014 para discutir um papel, levando a encontros subsequentes no domicílio do empresário.
Segundo o texto do processo, houve contatos em 2016, 2018 e 2019, incluindo episódios de toques inadequados. Em um momento, o então acusado teria pressionado o ator a permanecer no local com promessas de benefícios futuros.
O escritório de Perry afirmou negar as acusações. O advogado Alex Spiro endossou que o réu contesta as acusações e apontou que o mesmo advogado representa também o autor de uma queixa anterior contra Perry, Derek Dixon.
Dixon já havia entrado com uma ação anterior contra Perry, também alegando uso de influência para forçar uma dinâmica de exploração. A Gria de que a demanda atual envolve a mesma defesa permanece em análise.
Contexto e desdobramentos
Perry, com fortuna estimada em cerca de 1,4 bilhão de dólares, é conhecido pelas franquias centradas na personagem Madea. A empresa Tyler Perry Studios tem atuação destacada em Hollywood, influenciando projetos de cinema e televisão.
As alegações recentes elevam o escrutínio sobre Perry, que também figura entre os nomes mais bem pagos da indústria do entretenimento. A perícia sobre as acusações continua em curso, com decisões judiciais futuras aguardadas.
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