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Estudo aponta que 80% dos pais reaproveitam material escolar na volta às aulas

Gasto com material escolar pesa mais para famílias de menor renda; 80% reaproveitam itens do ano anterior para economizar

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Oito em cada dez pais de crianças em idade escolar reaproveitam itens do ano anterior nesta fase de retorno às aulas, segundo levantamento do Instituto Locomotiva em parceria com a QuestionPro. Mochilas, estojos e cadernos são os itens mais revisados para reduzir gastos. A prática ganha força diante do aumento de despesas educacionais.

A pesquisa aponta que a economia é uma estratégia central para o orçamento familiar. Mesmo assim, a intenção de compras para 2026 permanece alta, com 9 em cada 10 pais confirmando planos de adquirir material escolar, uniforme e livros didáticos.

O estudo revela que pouco mais da metade dos responsáveis considera a lista de material adequada, enquanto 42% avaliam como excessiva. Parte dos itens exigidos é vista como além do necessário para o ano letivo.

Mudanças no comportamento de compra

A maioria dos pais participa da seleção do material, com 92% afirmando envolvimento. Em 45% dos casos, os filhos escolhem a maior parte dos itens; entre 11 e 14 anos, a participação chega a 95%.

As lojas físicas continuam como principal canal de compra para 45% dos brasileiros, com 39% adotando uma mescla entre lojas físicas e online. Outros 16% pretendem comprar majoritariamente pela internet.

Impacto financeiro por renda

Cerca de 88% consideram que gastos com material escolar, uniforme e livros afetam o orçamento. Em famílias de menor renda, esse peso é ainda maior: 52% classificam o impacto como muito grande, contra 32% nas classes A e B.

Quase todos os entrevistados dizem que os preços influenciam decisões em lazer, alimentação e contas mensais. A parcela que declara impacto expressivo é maior entre as classes D e E.

Estratégias de precificação

Nove em cada dez pesquisam preços antes de comprar. Aproximadamente dois terços comparam valores em várias lojas. Entre D e E, 72% pesquisam em diferentes estabelecimentos, ante 55% nas classes A e B.

Quando o custo surpreende, dois em cada três brasileiros substituem itens por opções mais baratas, prática mais comum entre famílias de baixa renda (76% vs 58% nas classes A e B).

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