O Mount Baldy, pico de 10 mil pés na região de Los Angeles, continua a desafiar visitantes. Entre 2016 e 2025, pelo menos 23 pessoas morreram na área, que abriga trilhas na floresta nacional de Angeles.
No fim de dezembro, uma tragédia aumentou a pressão por regras mais explícitas. Um jovem de 19 anos morreu após cair 500 pés em uma trilha conhecida como Devil’s Backbone. Salvamento levou um dia devido ao mau tempo.
Equipes de resgate localizaram os corpos de mais dois homens no local. A área ficou fechada por duas semanas, uma medida considerada necessária para evitar novas fatalidades. Três mortes em curto espaço de tempo mobilizaram autoridades.
A reabertura das trilhas ocorreu, mas a discussão sobre regras de acesso voltou a ganhar força. Autoridades avaliam a implementação de um processo de permissão ou fechamentos preventivos em condições climáticas extremas.
O que torna Baldy perigoso
Segundo o líder de operações da Sierra Madre Search and Rescue, as condições mudam rapidamente. Do nível do mar a 10 mil pés, as mudanças de temperatura são acentuadas, tornando trilhas populares perigosas no inverno.
Especialistas lembram que o equipamento adequado é essencial. Em temperaturas negativas, crampons costumam ser necessários, pois superfícies congeladas impõem riscos de quedas graves.
Em meses frios, o que parece seguro em verão pode tornar-se letal. O alerta é para que caminhantes verifiquem condições, treinamento e limite próprio antes de subir.
Propostas e debate público
O sheriff do condado de San Bernardino afirmou que o tema demanda maior acompanhamento federal, dada a localização na floresta nacional de Angeles. A ideia é criar um registro de visitantes para monitorar o fluxo de pessoas.
A fiscalização é vista como ferramenta para reduzir incidentes. Autoridades reforçam a importância de planejamento prévio, checagem de clima e respeito aos limites de cada pessoa.
As discussões seguem com o objetivo de aumentar a segurança sem eliminar o acesso público, equilibrando preservação ambiental e lazer ao ar livre.
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