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Suspeitos de matar três pacientes em hospital de Brasília são identificados

Técnicos de enfermagem do Hospital Anchieta, em Taguatinga, são investigados por matar ao menos três pacientes na UTI; um caso envolve injeção de desinfetante

Os três suspeitos de terem matado pacientes em hospital em Brasília • Reprodução Redes Sociais
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O Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), investiga a morte de pelo menos três pacientes ocorridas na UTI. De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos são três técnicos de enfermagem identificados como Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva, com idades de 24, 22 e 28 anos, respectivamente. As próximas etapas envolvem apurações sobre autorias e possível participação de cada um.

Segundo as investigações, Marcos Vinícius administrou doses letais de medicamentos aos pacientes, atuando na UTI há cerca de cinco anos. Em uma tentativa malsucedida, ele teria recorrido a desinfetante para tentar encerrar a vida de uma das vítimas. Amanda e Marcela são investigadas por negligência e possível coautoria; Amanda trabalhava em outro setor, era amiga de Marcos, e Marcela, recém-contratada, recebia instruções dele.

A Polícia Civil informou que, em um dos casos, um técnico de 24 anos utilizou a conta de um médico para acessar o sistema, prescreveu o medicamento errado e retirou o fármaco da farmácia para aplicar nas três vítimas sem consulta médica. As aplicações ocorreram em 17 de novembro e 1º de dezembro. Há ainda relatos de massagem cardíaca simulando reanimação e, em um caso, a injeção de desinfetante em uma paciente de 75 anos, repetida ao longo do dia.

Investigação e desdobramentos

O hospital abriu uma investigação interna ao detectar irregularidades em três óbitos na UTI e encaminhou o caso ao inquérito policial. Os três técnicos foram demitidos e as famílias das vítimas foram notificadas com informações sobre o andamento do processo.

A polícia informou que, após análise de imagens de câmeras de segurança, todos os suspeitos negaram envolvimento inicialmente, mas acabaram confessando. Ainda não há confirmação de que os crimes tenham sido cometidos mediante ordem de médicos, parentes das vítimas ou consentimento médico.

As apurações seguem para identificar se ocorreram outras ocorrências semelhantes e para determinar a extensão de eventual coautoria entre os envolvidos.

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