Um técnico de enfermagem de 24 anos é suspeito de matar pacientes na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF). A investigação aponta que ele teria aplicado desinfetante em dose letal em uma paciente de 75 anos, usando uma seringa. Os respondentes são apurados pela Polícia Civil.
A apuração indica que a prática ocorreu de forma reiterada com a mesma vítima, além de o profissional ter simulado procedimentos de reanimação para disfarçar o crime. A atuação teria ocorrido após a entrada de outros profissionais no quarto, conforme indicam as investigações.
As mortes ocorreram nos dias 17 de novembro e 1º de dezembro do ano passado, ainda sob apuração de autoridades. A perícia analisa a rota das ações desde a prescrição até a administração dos medicamentos, incluindo buscas na farmácia do hospital.
Investigação em andamento
A polícia identificou outros dois técnicos de enfermagem citados como envolvidos no caso,Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva, com idades de 22 e 28 anos. Elas são investigadas por negligência e possível coautoria.
Segundo apuração, Amanda era colega de Marcos e Marcela era nova na instituição, recebendo instruções para atuar no setor. Ambas teriam atuado para controlar o acesso de terceiros ao quarto durante os episódios.
As apurações também apontam que um dos casos envolveu o uso da conta de um médico para acessar o sistema hospitalar. A partir disso, teriam sido prescrevidos medicamentos inadequados, com montagem de remédios e ocultação sob o jaleco.
Medidas administrativas e legais
Logo após a detecção, os três técnicos foram demitidos pela instituição. As famílias das vítimas foram informadas pelos responsáveis, com as explicações necessárias. As autoridades deram início a diligências sob a operação denominada Anúbis.
A investigação, que corre em aberto, busca esclarecer se houve outras vítimas e obter confirmação sobre a motivação dos crimes. O caso segue sob análise da Polícia Civil.
Entre na conversa da comunidade