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Cego que caiu nos trilhos em Manchester Piccadilly recebe indenização

Abdul Eneser, pessoa com deficiência visual, recebe £18 mil da Network Rail após queda em Manchester Piccadilly por piso tátil ausente, evidenciando falhas de acessibilidade

Abdul Eneser was able to haul himself back on to the platform with only a minute to spare before a train arrived.
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Abdul Eneser, cego, caiu da plataforma 14 do Manchester Piccadilly e ficou sobre as obras, sem sentir a distância do edge. A queda aconteceu após atraso de um trem; ele conseguiu se puxar de volta ao totem da plataforma um minuto antes da passagem da locomotiva. O episódio ocorreu devido à ausência de faixa tátil para orientar quem não enxerga.

Eneser ingressou com ação contra Network Rail, com apoio de Leigh Day, após três anos de batalha legal. A empresa não reconheceu responsabilidade, mas concordou com uma indenização de £18.000. O caso envolve falha no atendimento a pessoas com deficiência, conforme alegado pelo processo judicial.

Contexto e desdobramentos

O episódio ocorreu quando o serviço de assistência ao passageiro falhou em acompanhar o usuário após atraso, com funcionários já tendo ido embora. Em 2010, leis de igualdade e de ocupação foram citadas na defesa pela falta de ajustes razoáveis para deficientes.

Em julho de 2025, a Network Rail informou ter instalado faixa tátil em toda a rede, após a morte de Cleveland Gervais, em 2020, relacionada à ausência da sinalização. Eneser afirma que a acessibilidade deve abranger todo o sistema ferroviário e que operadores precisam dialogar com pessoas com experiência de vida.

O réu viu a indenização como etapa de reconhecimento, não como culpa declarada. O objetivo de Eneser é ampliar a comunicação com o público e melhorar ajustes como sinal de assistência em viagens. Ele destaca a importância de evitar situações de risco para viajantes com visão reduzida.

Eneser também aponta medidas como um chat ao vivo no app de assistência ao passageiro e um botão de ajuda na entrada de cada estação, para facilitar o contato com a equipe. Ele diz que o foco é evitar recorrências e ampliar a confiança de viajantes com deficiência visual.

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