A cerimônia de luto nacional ocorreu na Sydney Opera House, quando 1.500 pessoas participaram de uma hora de silêncio às 19h01. O ato reforçou o peso do ataque de Bondi, o pior terrorismo registrado na Austrália, seis semanas após o massacre que deixou 15 mortos durante a celebração do Hanukkah.
Famílias e sobreviventes ocupavam o palco histórico, em meio a uma vigília com 15 velas representando as vítimas. Entre os presentes, Lavrisa Kleytman, cuja história envolve sobrevivência ao Holocausto, e Ahmed al-Ahmed, herói que ajudou a desarmar um dos atiradores, estiveram entre os que acenderam velas.
O evento, organizado pela Chabad de Bondi, transmitiu uma mensagem de esperança com o tema Light Will Win. Do lado de fora, fiéis ortodoxos ofereceram tefillin, objetos religiosos envolvidos na oração.
Cerimônia no Opera House
Pianista de 20 anos, Leibel Lazaroff, apareceu no palco para interpretar uma música horas após receber alta hospitalar, marcando a primeira apresentação pública desde o ataque. A estrutura permaneceu cercada por armamentos e helicópteros, sinal de alerta máximo em Sydney.
Num discurso que ganhou tom de reconciliação, o primeiro-ministro Anthony Albanese pediu desculpas pela falha em proteger as famílias, afirmando: não conseguimos salvaguardar seus entes queridos diante desse mal. A fala gerou aplausos entre os presentes.
Reações e contexto
A cerimônia também abordou questões de segurança e coesão social. Líderes da oposição lembraram episódios anteriores no país e destacaram a importância de devolver à Opera House o papel de espaço de encontro, paz e inclusão.
Paralelamente, debates sobre ações do governo federal seguiram na imprensa, com cobranças sobre medidas de combate ao antissemitismo e à violência. A proximidade do aniversário do ataque manteve o tema em evidência na imprensa e entre a população.
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