Bridget Phillipson, secretária de Educação da Inglaterra, pediu aos diretores de escolas que as instituições adotem políticas de uso de celulares sem restrições apenas nos horários letivos, mantendo o proibição ao longo de todo o dia. A medida, comunicada por carta, orienta que os dispositivos não sejam usados nem como calculadora nem para pesquisas.
Segundo a orientação atualizada, os alunos não devem ter acesso aos aparelhos durante as aulas, intervalos, almoço ou entre as mudas de aula. A expectativa é de aplicação uniforme em todas as turmas, com apoio dos pais para aderirem às políticas.
Ofsted, o órgão fiscalizador, será responsável por inspeções sobre a implementação da política nas escolas. O Departamento de Ciência, Inovação e Tecnologia (DSIT) informou que tomará medidas imediatas sobre o uso de redes sociais entre as crianças.
Mudanças na prática escolar e dados de adesão
Dados do DSIT mostram que 99,9% das escolas primárias e 90% do ensino secundário já possuem políticas de uso de celulares. Ainda assim, 58% dos alunos do ensino secundário relataram uso não autorizado em algumas aulas, índices que sobem a 65% entre estudantes do KS4.
O secretário-geral da National Association of Head Teachers afirmou à BBC que os diretores precisam de apoio governamental e não de inspeção punitiva. A avaliação pública é vista como necessária para orientar ajustes na aplicação das regras.
Panorama legislativo e debate público
O tema acontece em meio a propostas de proibição semelhante ao modelo australiano para jovens com menos de 16 anos. Medidas em estudo incluem elevar a idade de consentimento digital e restringir recursos de design que podem prender a atenção dos menores.
Governo britânico planeja ouvir pais e jovens na próxima etapa e deve apresentar resposta oficial no verão, segundo o DSIT. A discussão ganhou impulso após a aprovação de uma emenda no Lords, apoiada pela oposição, ainda que improvável de avançar na Câmara dos Comuns.
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