O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), informou nesta quinta-feira (3) que deixou a sociedade do Instituto Iter. Ele cedeu a totalidade das cotas que possuía com a esposa, sem qualquer contrapartida financeira. A decisão foi comunicada por meio de nota.
A saída ocorre em meio a denúncias sobre contratos do instituto com o poder público. Um levantamento da Revista Fórum identificou que 54 dos 55 acordos firmados pelo Iter com órgãos públicos foram fechados sem licitação prévia. Os documentos somam R$ 10,8 milhões.
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Além disso, o anúncio acontece um dia depois de Mendonça admitir ter se reunido com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, em março de 2025, na sede do instituto em São Paulo. Segundo o ministro, o encontro ocorreu por iniciativa do empresário e teve como tema um processo então em julgamento no STF.
De acordo com a nota do Iter, as cotas cedidas por Mendonça, e eventuais valores correspondentes a elas, continuarão destinadas a fins sociais e educacionais. O instituto afirmou que essa era uma decisão já anunciada pelo ministro no início deste ano.
O texto informa ainda que o Iter será transformado em entidade sem fins lucrativos, o que reforçaria sua vocação educacional e social. A nota afirma que o ministro nunca obteve lucro com o instituto.
Com a mudança, Mendonça deve permanecer ligado ao Iter apenas como professor, prestando serviços de natureza acadêmica.
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