Douglas Rocha Almeida, 31, nasceu no Distrito Federal e cresceu em Luziândia (GO). O diplomata se formou com bolsa integral pelo ProUni, programa do MEC que ampliou o acesso à educação superior para jovens de baixa renda. A trajetória dele mostra como a universidade transformou a vida dele e de várias pessoas.
Com a bolsa integral, Almeida formou-se em Relações Internacionais em uma instituição particular. Também concluiu Letras — Espanhol em universidade pública federal e aprendeu inglês e francês em outra instituição pública no DF. O currículo inclui mestrado na Escola Superior de Guerra, com bolsa da Capes, ligada ao MEC.
O diplomata recebeu ainda a Bolsa-Prêmio de Vocação para a Diplomacia, ação do Instituto Rio Branco em parceria com órgãos como o Ministério da Igualdade Racial, destinada a financiar estudos preparatórios para candidatos negros ao CACD. Ao longo de quatro anos e meio de preparação, ele dedicou cerca de 12 horas diárias aos estudos, sem deixar de lado a família.
Aos 15 anos começou a conciliar estudo e trabalho, atuando como garçom até os 27 e trabalhando em festas infantis. Hoje, Almeida pretende apoiar a mãe, dona Cida, para que ela conquiste independência financeira e deixe de fazer faxinas.
Os interessados em seguir trajetória similar podem se inscrever no processo seletivo do 1º semestre de 2026 até as 23h59 de quinta-feira, 29 de janeiro, pelo Portal Único de Ensino Superior. O edital detalha requisitos e documentação necessários.
Acesso e oportunidades do ProUni
A edição de 2026 do ProUni oferece 594.519 bolsas, a maior quantidade já registrada. São 274.819 bolsas integrais e 319.700 parciais. Do total, 393.119 bolsas são para cursos a distância e 16.408 para modalidade semipresencial. A distribuição inclui 328.175 bolsas para bacharelado e 253.597 para cursos tecnológicos. As áreas com maior oferta são Administração (63.978) e Ciências Contábeis (41.864).
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