Aos 18 anos, Agatha Nunes decidiu seguir pela física, área com menor participação feminina. Ela foi aprovada no bacharelado de física na USP e também na Unicamp, ingressando em um campo com menos de um quarto das matrículas de acordo com dados do Inep e do IBGE. O anúncio ocorre em meio a um panorama de pouca presença feminina na área.
O estudo ressalta que o bacharelado em física ainda é predominantemente masculino, com uma razão de 2,71 homens para cada mulher ingressante. A população branca lidera o número de vagas desde 2018, e há maior evasão entre estudantes negros e que vêm de escola pública.
Mercado e oportunidades
O mercado aponta tendência de crescimento para profissões ligadas à análise de dados e inteligência artificial, conforme o Future of Jobs Report 2023 do Fórum Econômico Mundial. Profissionais de física passam a atuar em modelagem de algoritmos e ciência de dados, deixando de ser vistos apenas como docentes.
A executiva Fernanda Guglielmi, da Serasa Experian, destaca que a física prepara para lidar com o imprevisível, competência valorizada pelo mercado atual. Um físico formado pela USP comenta que a disciplina ensina a definir o problema certo antes de buscar a solução, útil em equipes de dados.
Caminhos para vestibulandos
Para quem sonha com as universidades, Agatha estruturou a preparação em três pilares: estudo acadêmico, condicionamento físico e equilíbrio emocional. O aspecto emocional ajuda a enfrentar ansiedade e pressão ao longo da trajetória. E quem pretende ingressar em 2026 recebe o conselho de estudar bastante, definir o que é necessário e manter a confiança na própria trajetória.
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