O reparo de All Saints, igreja desativada no centro de Bristol, deve começar em breve após a conclusão do telhado. A obra, estimada em cerca de 500 mil libras, visa garantir a segurança pública antes de discutir o futuro do edifício, ligado historicamente ao trader de escravos Edward Colston.
A diocese de Bristol informou que a primeira fase de consulta sobre o uso futuro da igreja já terminou. Foram realizados encontros com comunidades afro-caribenhas, entrevistas, grupos de discussão e visitas às instalações para entender perspectivas diversas.
O objetivo é explorar possibilidades de reuso que contribuam para o propósito de repentência e reparação das relações da diocese. Ainda não foram definidos caminhos específicos, mas a opção de desaconselhar o uso religioso tradicional permanece entre as consideradas.
Futuro de All Saints e possíveis desdobramentos
Caso o prédio seja reutlizado, pode ocorrer a retirada de restos de Colston e a desanulação do terreno, conforme avaliação técnica e legal. Demolição total foi estudada no passado, porém considerada inviável pela dependência às estruturas vizinhas.
O bispo de Swindon e assessor de Bristol, Neil Warwick, destacou que a conclusão da primeira etapa da consulta é um passo importante para ouvir comunidades e autoridades. A próxima fase deverá aprofundar as propostas já mapeadas.
Historicamente, a cidade vivenciou controvérsias ligadas a Colston, incluindo a remoção de homenagens após a queda da estátua em 2020. Em 2020, o local de apresentação da obra passou por alterações simbólicas e administrativas na cidade.
A diocese informou que, no momento, não divulga opções definitivas, reiterando que o processo busca soluções respeitosas e transparentes. O cronograma de obras prevê início nas próximas semanas e conclusão em cerca de seis meses.
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