A Vancouver Art Gallery recebe a partir deste mês a exposição That Green Ideal: Emily Carr and the Idea of Nature, dedicada aos landscapes de Emily Carr e à natureza de British Columbia. A mostra privilegia a coleção do museu, a mais abrangente do mundo de sua obra, expandindo o acervo pela curadoria do ano passado.
A curadora e historiadora Richard Hill destaca Carr como pintora moderna pouco reconhecida na história da vanguarda. O texto de divulgação cita a dedicação da artista à observação e à busca por transcendência espiritual na natureza, tema que deu origem ao título da exposição.
Contexto histórico
Nascida em Victoria, em 1871, Carr estudou em San Francisco e Londres, desenvolvendo um estilo pós-impressionista com paleta fauvista. Em 1912 fez viagem de esboços às ilhas Haida Gwaii, fundindo treino francês a formas monumentais de totem.
Obras em papel e mudanças de enfoque
A mostra destaca obras em papel da maturidade da artista, muitas vezes pouco expostas por necessidade de proteção à luz. Será exibida uma significativa coleção de desenhos a carvão, além de pinturas sobre papel com mistura de óleo e gasolina, de traço expressivo.
Desdobramentos críticos
Entre os elementos da mostra estão debates de crítica recente sobre a associação de culturas indígenas à natureza. A curadoria analisa influências de modernismo, primitivismo e vitalismo que moldaram o pensamento de Carr, até mudanças na visão de espaço natural.
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