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“Torcer para o Palmeiras me preparou para atuar no BC”, diz Galípolo

Presidente do Banco Central lembrou a "turma do amendoim" ao falar sobre cobranças enfrentadas no cargo

Gabriel Galipolo, torcedor do Palmeiras e presidente do Banco Central. (Imagem: Flickr / Agência Senado)

Gabriel Galípolo encontrou no Palmeiras uma espécie de preparação para a pressão que hoje enfrenta no comando do Banco Central. Nesta quinta-feira (24), durante coletiva, o presidente da instituição disse que torcer pro Verdão foi uma das experiências que o ajudaram a lidar com as cobranças do cargo.

A explicação passou por uma lembrança das arquibancadas do antigo estádio palmeirense. Galípolo recordou a chamada “turma do amendoim”, conhecida por acompanhar os jogos perto do banco de reservas e cobrar jogadores e treinadores. “Torcer para o Palmeiras me preparou para atuar no BC. Eu assistia aos jogos antes do estádio novo. Tinha a ‘turma do amendoim’, que sentava atrás do técnico”, contou.

Na memória do presidente do BC, nem alguns dos grandes nomes que passaram pelo Palmeiras naquele período escapavam. Djalminha, Rivaldo e Luizão foram citados por Galípolo entre os jogadores que ouviam críticas durante as partidas.

“Vi uns caras que não sabiam fazer três embaixadinhas xingar os melhores jogadores que eu tinha visto na minha vida”, afirmou.

Apesar das reclamações, Galípolo disse compreender o que estava por trás daquele comportamento. Para ele, a cobrança da arquibancada representava, essencialmente, um pedido para que alguém reagisse e tomasse uma decisão: “faz alguma coisa”.

Essa comparação apareceu quando Galípolo foi questionado sobre as cobranças direcionadas ao Banco Central pela condução de processos envolvendo instituições financeiras. Ele usou a experiência como torcedor para diferenciar a pressão por uma resposta rápida da responsabilidade de quem precisa tomar a decisão.

Galípolo ainda defendeu que o Banco Central mantenha os procedimentos adotados mesmo diante da cobrança externa e afirmou que a autoridade monetária deve buscar, sempre que possível, alternativas de menor impacto.

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