O pitorro, destilado de cana conhecido como a versão porto-riquenha do moonshine, passou de tradição caseira a categoria licenciada. O surge se dá num contexto de reconhecimento pela cultura pop, ampliando o interesse nos Estados Unidos.
A bebida, associada a celebrações de Natal e à economia doméstica, ganha versões com rótulos oficiais. Pequenas destilarias em Porto Rico e diásporas passam a produzir com graduações padronizadas e perfis de sabor consistentes.
Bad Bunny colocou o pitorro no radar do grande público ao mencioná-lo durante o show de intervalo do Super Bowl. A fala ajudou a consolidar o status da bebida fora das mesas familiares.
O pitorro aparece em duas frentes: o Blanco, sem aroma, e o Curado, com infusões de frutas secas e especiarias. O Bilí, com quenepa, marca uma assinatura regional de Vieques.
Entre as principais marcas, a Destilería Coquí, em Mayagüez, oferece Blanco, Café, Parcha e Tamarindo, com variações entre 15% e 50% ABV. Pequenos lotes aparecem na ilha e no exterior.
A San Juan Artisan Distillers, em Vega Alta, destaca a linha Tresclavos, com sete expressões a 30% ABV. Já a Casa W Distillery, na Pensilvânia, reúne várias expressões, com até 50% ABV e sem aditivos declarados.
O pitorro moderno busca equilíbrio entre tradição e mercado. As versões licenciadas aproximam o público de um coquetelismo com sabor de cana, mantendo traços da bebida original.
Para o consumidor, a recomendação é provar um Blanco intenso, um Curado tradicional e uma infusão de frutas, para entender a variedade. O pitorro aparece como ponte entre passado e presente da ilha.
Matéria originalmente publicada em Forbes Brasil.
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