Ranjana Srivastava, médica oncologista australiana, usa um relato pessoal para abordar o papel das cuidadoras na família. Em comemoração ao 18º aniversário de sua filha, ela propõe dividir responsabilidades entre os irmãos, não por “trabalho feminino”, mas pela disponibilidade de cada um.
Ela observa que, mesmo na medicina, o cuidado de familiares recai principalmente sobre mulheres. Dados citados apontam que sete em cada dez cuidadores primários são mulheres, com impacto físico, emocional e financeiro.
A autora descreve situações do dia a dia, como levar filhos a práticas esportivas, acompanhar consultas médicas e organizar rotinas. O objetivo é mostrar que a carga de cuidado é compartilhada por toda a família quando possível.
O texto também traz números sobre o cuidado informal: cerca de 2,2 bilhões de horas são dedicadas por mulheres, avaliadas em quase 77,9 bilhões de dólares por ano. O destaque é o desequilíbrio de gênero nesse suporte.
Contexto do cuidado de familiares
A autora ressalta que a maioria das pessoas que acompanha pacientes é mulher, incluindo parentes próximos e amigas. Em contraste, é menos comum ver homens ocupando esse papel de forma equivalente.
Para Maria, filha que alcança a maioridade, o gesto é motivado pela ideia de equilíbrio entre dever cívico e cuidado consigo mesma. A autora pretende que as responsabilidades não recaiam apenas sobre ela no futuro.
O texto conclui com a expectativa de que, ao chegar a novos estágios da vida, a sociedade reavalie o papel de gênero no cuidado. A meta é uma repartição mais justa entre filhos, parceiros e outras redes de apoio.
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