A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou, nesta quinta-feira (12), a criação do programa Jovens Embaixadores do Livro, com o objetivo de incentivar a leitura e a escrita no estado. A proposta segue para sanção ou veto do governo, em prazo de até 15 dias úteis. O projeto é de autoria da deputada Dani Balbi (PCdoB). Caso seja sancionado, o programa formará jovens multiplicadores em diversas comunidades, com apoio de escolas, bibliotecas e editoras.
O texto aprovado define a participação de jovens entre 15 e 29 anos, matriculados em instituições de ensino ou vinculados a organizações sociais. A seleção será por edital público, coordenado pelo órgão estadual responsável pela política de cultura, com foco em inclusão de pessoas com deficiência.
A iniciativa prevê avaliação por critérios de interesse pela leitura, compromisso social, participação comunitária e representatividade regional. Os jovens receberão capacitação em mediação de leitura, dinamização de atividades culturais e gestão de projetos, além de acompanhamento pedagógico e suporte técnico.
Como funciona o programa
O programa prevê certificação aos participantes que concluírem as atividades, com validade como atividade de extensão ou formação complementar, conforme regulamentação vigente. A deputada Balbi destacou o potencial transformador da política para milhares de jovens no estado.
O conteúdo formativo deverá respeitar a Política Nacional de Leitura e Escrita e o Plano Estadual do Livro e Leitura. A ideia é que os formados atuem como agentes culturais, promovendo ações de leitura em suas comunidades e fortalecendo o interesse pela produção literária local.
Acesso à leitura e parcerias
Entre as ações previstas, o programa pode promover parcerias com editoras, livrarias e autores para doações de livros e atividades conjuntas, com apoio de instituições culturais, escolas e bibliotecas. O acervo deverá privilegiar obras clássicas da literatura brasileira de variados estilos.
Essa configuração busca democratizar o acesso à leitura e ampliar a formação de leitores em todo o estado. O projeto deixa explícito que o programa não poderá ser utilizado para fins político-partidários ou de promoção pessoal, respeitando neutralidade administrativa e pluralismo de ideias.
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