Parentes da soldado Gisele Santana lançaram um abaixo-assinado para que a Polícia Militar expulse o tenente-coronel Geraldo Neto, réu em processo de feminicídio. O oficial permanece detido no Presídio Militar Romão Gomes, em Brasília, enquanto a investigação avança.
A família de Gisele, morta em fevereiro, e aliadas defendem a expulsão do coronel. A Corregedoria da PM investiga o caso paralelamente e laudos periciais ainda não foram concluídos, atrasando desfechos disciplinares.
Segundo especialistas, a Justiça Militar costuma ter trâmite diferente por envolver Tribunal do Júri, o que pode tornar o processo mais complexo. A ficha funcional de Neto soma 220 páginas, com elogios e punições ao longo dos anos.
Histórico de denúncias remete a 2001, quando outras duas mulheres o acusaram de agressão, fato que foi arquivado. O tenente-coronel negou irregularidades em depoimento, ressaltando sua trajetória de serviço e destacando a abertura de portas diante de suspeitas.
Apoio ao abaixo-assinado é visto pela defesa como expressão de cobrança pública, embora especialistas ponderem que o peso de um abaixo-assinado pode ter efeitos limitados em decisões internas da PM. A apuração continua em andamento.
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