O Botafogo ampliou ações contra violência de gênero no futebol por meio do projeto Hora Delas, que completa quatro anos em 2026. A iniciativa busca tornar o estádio Nilton Santos mais seguro para torcedoras, mantendo atividades além do mês da Mulher.
A operação envolve parceria com o Juizado Especial Criminal (JECRIM) e a Delegacia da Mulher (DEAM), permitindo encaminhamento rápido de casos de violência ocorridos dentro do estádio. Um exemplo recente ocorreu em 10 de março, quando uma trabalhadora de lanchonete foi agredida.
A acolhida às vítimas é feita por equipes do Hora Delas, com suporte de responsáveis do projeto. A vítima acompanhou o percurso até a delegacia e o agressor foi encaminhado ao Juizado do Torcedor para as medidas cabíveis.
Para ampliar a proteção, o Botafogo capacita seus funcionários e orienta equipes de segurança terceirizadas antes dos jogos. Agentes de apoio atuam dentro do estádio, monitorando sinais de risco e oferecendo suporte imediato.
A iniciativa é acompanhada por torcedoras organizadas. Grupos como Gloriosas no Estádio e Fogo no Assédio contribuíram para o desenvolvimento, promovendo reuniões com o clube para aprimorar a presença feminina nos estádios.
A diretora comercial Paula Young explica que o objetivo inicial era atrair mulheres ao estádio, reconhecendo o tamanho do público feminino apaixonado por futebol que muitas vezes não se sente segura.
Entre as ações futuras, o Hora Delas planeja a criação de uma sala lilás no setor sul do estádio, perto da estação Engenho de Dentro. O espaço oferecerá acolhimento, atendimentos psicológicos e apoio social.
O projeto prevê que a sala lilás seja obrigatória em estádios no Brasil, segundo a diretora Paula Young. O espaço funcionará como primeira referência para denúncias e encaminhamentos.
Segundo representantes do grupo, a iniciativa não se limita ao Nilton Santos, buscando ampliar redes de proteção para toda a comunidade de torcedoras. Através do acolhimento, o objetivo é reduzir situações de machismo durante as partidas.
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