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Emissões de gases de efeito estufa no Brasil caem 6% em 2025

Volume é o menor em oito anos, mas país ficou 85 milhões de toneladas acima da meta de 2025 do Acordo de Paris

Vista aérea de uma floresta densa e verde às margens de um rio de águas escuras, com pequenos arbustos despontando na água e o horizonte ao fundo.
Queda do desmatamento foi o principal fator para a redução das emissões brasileiras em 2025 (Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

As emissões brutas de gases de efeito estufa do Brasil recuaram 6% em 2025 e atingiram o patamar mais baixo desde 2018, de acordo com levantamento do Observatório do Clima divulgado na terça-feira (20). A redução, impulsionada principalmente pela queda do desmatamento, deixou o país perto de alcançar a meta climática assumida no Acordo de Paris para 2025.

O país lançou 2,06 bilhões de toneladas de CO2 equivalente na atmosfera no ano passado, ante 2,19 bilhões em 2024. A medida converte os diferentes gases de efeito estufa na quantidade de gás carbônico que teria o mesmo impacto no aquecimento global.

As emissões líquidas, que descontam o carbono absorvido pela vegetação secundária e por áreas protegidas, somaram 1,41 bilhão de toneladas, recuo de 9% e o menor volume desde 2012. Os dados fazem parte da 14ª coleção do Seeg, o sistema de estimativas de emissões da entidade.

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Pela meta apresentada pelo Brasil no Acordo de Paris, firmada em 2015 e revisada em 2023, o país deveria limitar as emissões líquidas a 1,32 bilhão de toneladas em 2025, teto que foi ultrapassado em 85 milhões de toneladas (6%).

Cálculos preliminares do Seeg indicam que o país deve ficar abaixo do teto previsto para 2025 já neste ano, quando a emissão líquida do setor de uso da terra deve ficar negativa pela primeira vez, em menos 24 milhões de toneladas. A emissão líquida total de 2026 está estimada em 1,23 bilhão de toneladas, perto da meta prevista para 2030, de 1,20 bilhão.

As emissões brutas ligadas à mudança de uso da terra, principalmente ao desmatamento, diminuíram 15% em 2025, de 957 milhões para 814 milhões de toneladas. A queda acompanha a redução da devastação em todos os biomas pelo segundo ano seguido.

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As emissões da agropecuária ficaram estáveis, em 626 milhões de toneladas. As do setor de energia subiram 1,2%, principalmente pelo maior consumo de diesel nos transportes, e as de resíduos cresceram 3,6%.

A agropecuária responde por 70% das emissões brutas do país, considerando também o desmatamento feito para abrir pastos e lavouras. Apenas a pecuária lançou 721 milhões de toneladas em 2025, incluindo a conversão de vegetação nativa em pasto. Se ela fosse um país, seria o 11º com maior emissão do planeta e poluiria mais que a Austrália inteira.

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