Aaren Global divulgou uma pesquisa realizada em seis metrópoles que revela um tema pouco discutido no universo do vinho: a segurança das mulheres ao consumir bebidas alcoólicas, especialmente o vinho. O estudo aponta que o receio de ser drogada preocupa consumidoras jovens e estudantes.
O levantamento, apresentado em fevereiro, entrevistou clubes de enologia de universidades como London School of Economics, Kings College e instituições francesas de ensino superior. O objetivo foi entender o interesse por grandes vinhos, mas surgiram dados sobre a violência química em bares e eventos.
Segundo a pesquisa, muitas mulheres evitam vinhos servidos em taças abertas em locais sociais por temer intoxicação involuntária. Entrevistadas relatam experiências anteriores de spiking em festas, bares e clubes, o que as levou a adotar cautelas adicionais.
Relatos de estudantes evidenciam mudanças nos hábitos: algumas deixam de pedir vinho quando não há controle sobre a procedência da bebida. Outros preferem bebidas servidas diretamente no bar para acompanhar a bebida com supervisão próxima.
A pesquisa cita ainda que o problema não se restringe a bebidas com álcool em geral, atingindo também coquetéis expostos ao público. Há reconhecimento de que o vinhos é uma bebida com maior presença entre mulheres, o que reforça a necessidade de medidas preventivas.
Para lidar com o tema, surgiram iniciativas como dispositivos de proteção para bebidas e clubes de enologia dedicados exclusivamente a mulheres. A pesquisadora Pauline Vicard ressalta que a segurança precisa caminhar junto com a integração feminina ao ambiente vínico.
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