Ginette Kolinka, de 101 anos, tornou-se símbolo de combate ao antissemitismo na França, apoiada pela ajuda de Steven Spielberg. A sobrevivente de Auschwitz-Birkenau passou décadas mantendo seus relatos em segredo, para não reviver as memórias dolorosas.
A virada ocorreu há cerca de 30 anos, quando Spielberg criou uma fundação para coletar depoimentos de sobreviventes. Kolinka, inicialmente reticente, acabou concordando após uma conversa de três horas em 1997, motivada pela necessidade de manter a memória viva.
Entre 1944 e 1945, Kolinka foi deportada com milhares de judeus de Paris para o campo de concentração. Ela descreve o trajeto em wagões sem janelas e o retorno à França, marcados pela desnutrição e trauma, detalhes que nunca se apagaram.
Foco na memória e no combate ao ódio
Hoje, a jornalista e autora permanece como uma das vozes mais visíveis da experiência em Auschwitz. Seus relatos aparecem em livros, entrevistas e visitas a escolas, buscando evitar que as lições do Holocausto se percam.
Durante visitas a salas de aula na região parisiense, Kolinka descreve as brutalidades que enfrentou, desde a separação até a identificação por tatuagem. O objetivo é educar jovens e promover a tolerância diante da discriminação.
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