Um novo estudo publicado na JAMA Pediatrics mostra que bebês nascidos prematuros ou com baixo peso ao nascer tendem a enfrentar dificuldades cognitivas e escolares ao longo da vida. A pesquisa agrega evidências globais sobre esse vínculo.
A análise reuniu dados de centenas de estudos internacionais, indicando maior probabilidade de dificuldades em leitura, matemática e escrita, além de necessidade frequente de apoio educacional especializado.
Dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), nos Estados Unidos, apontam taxas mais altas de mortalidade e de deficiências entre prematuros, principalmente antes de 32 semanas. Sobreviventes podem apresentar complicações respiratórias, alimentação inadequada, paralisia cerebral, atrasos no desenvolvimento e problemas de visão ou audição.
O QI médio entre esses grupos costuma ficar próximo de 10 pontos abaixo do observado em crianças nascidas a termo. Contudo, especialistas ressaltam que esse não é um destino fixo e que intervenções precoces podem reduzir impactos na saúde e no desempenho escolar.
Impactos a longo prazo
A literatura evidencia que os efeitos podem se estender pela infância e adolescência, com variações individuais. Ainda assim, o acompanhamento contínuo é crucial para identificar dificuldades e favorecer estratégias educacionais adequadas.
Além da saúde, o cuidado ao longo dos primeiros anos é determinante para o desenvolvimento global. Avanços médicos têm aumentado a sobrevivência de bebês prematuros, tornando essencial o suporte multidisciplinar durante a infância e o acompanhamento pediátrico.
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