Uma traficante conhecida como “Rainha da Cetamina” foi condenada a 15 anos de prisão, nesta quarta-feira, em Los Angeles, ligada à overdose fatal do ator Matthew Perry em 2023. A decisão aponta que ela forneceu a dose que contribuiu para a morte, e reconheceu manter um local para uso de drogas.
Jayvee Sangha, de 42 anos, admitiu a participação em cinco acusações criminais relacionadas a drogas. Ela declinou o papel central na cadeia de fornecimento que levou à morte de Perry aos 54 anos. A sentença foi fixada pela juíza Sherilyn Garnett, conforme recomendação dos promotores federais.
Sangha havia se declarado culpada em setembro passado. Vestindo uniforme de prisão, ela expressou remorso antes da leitura da sentença. A defesa pediu clemência com base em histórico de abuso de substâncias, mas a juíza citou continuidade na venda de drogas após a morte de Perry.
Sentença e contexto do caso
A pena é superior à aplicada a dois médicos já condenados no caso, enquanto outros dois réus permanecem sem sentença. Perry foi encontrado morto em uma banheira de hidromassagem na casa em Los Angeles, com autópsia indicando morte por efeitos agudos de cetamina.
A polícia relatou que Perry buscava tratamento para depressão e ansiedade com cetamina, sob supervisão médica. Segundo as autoridades, após a recusa de ajuste de dose, Perry passou a depender de fornecedoras que exploraram sua condição para lucro.
Conforme o processo, Sangha vendeu 51 frascos de cetamina a um intermediário, Erik Fleming, que repassou aos responsáveis pela morte. A aplicação de pelo menos três injeções a Perry foi realizada por Kenneth Iwamasa, assistente pessoal do ator.
Como parte do acordo, Sangha se declarou culpada de manter local para uso, distribuição de cetamina e de morte resultante de distribuição. Ela reconheceu ainda que os frascos vendidos a Fleming tinham destino a Perry.
Fleming, Iwamasa e os médicos acusados — Mark Chavez e Salvador Plasencia — também se declararam culpados. Plasencia recebeu 2,5 anos de prisão; Chavez foi condenado a oito meses de prisão domiciliar.
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